Essa é a primeira pergunta que quase todo dono de negócio faz, e é também a mais difícil de responder por telefone. Não porque exista mistério, mas porque a resposta depende de três coisas que quase nunca são ditas na mesma conversa.
Vou tentar deixar isso claro aqui.

Os três modelos de cobrança
Valor fixo mensal. Você paga um valor combinado, independente de quanto investe em mídia. É o modelo mais comum em pequenos negócios e o mais previsível para quem está começando, porque o custo não sobe junto com a verba.
Percentual sobre a verba. Você paga uma porcentagem do que investe em anúncio. Costuma fazer sentido quando a verba é grande, porque o trabalho realmente cresce junto. Em verba pequena, o percentual gera um valor tão baixo que ninguém consegue trabalhar direito, e aí normalmente existe um piso mínimo.
Fixo mais variável. Um valor base somado a algo atrelado a resultado. Parece justo e às vezes é, mas exige que as duas partes concordem sobre o que conta como resultado. Se essa definição não estiver escrita, vira discussão todo mês.
Nenhum dos três é melhor. O que importa é entender qual você está contratando e o que ele cobre.
O que precisa estar incluído
Aqui está o ponto que gera mais briga depois. “Gestão de tráfego” significa coisas muito diferentes dependendo de quem fala.
Antes de fechar, confirme por escrito se o serviço inclui:
- Estruturação inicial da conta ou só operação do que já existe
- Criação de criativos e textos, ou se você precisa fornecer
- Configuração de rastreamento (Google Tag Manager e GA4) para saber de onde vem o lead
- Página de destino, ou se o anúncio vai mandar para o que você já tem
- Relatório mensal e reunião de acompanhamento
- Quem é a pessoa que efetivamente vai mexer na conta
Esse último ponto merece atenção. Em muita agência, quem vende é sênior e quem opera é estagiário. Não tem nada de errado em ter time júnior executando, desde que exista supervisão e que você saiba disso antes.

A verba de mídia é separada
Parece óbvio, mas confunde bastante gente: o valor pago ao gestor não é o valor investido em anúncio. São duas contas.
A verba de mídia vai direto para o Google ou para o Meta. O gestor não recebe nada dela, e você deveria pagar essa parte com o seu próprio cartão, na sua própria conta de anúncio. Conta de anúncio no nome da agência é um risco desnecessário: se a relação terminar, você perde o histórico da conta, que é justamente o que faz as campanhas performarem melhor com o tempo.
Como saber se o valor faz sentido
A pergunta certa não é “está caro”. É “quanto vale um cliente para mim”.
Se cada cliente novo deixa R$ 500 no seu caixa e o serviço custa R$ 1.500 por mês, você precisa de três clientes a mais por mês só para empatar, sem contar a verba de mídia. Se cada cliente deixa R$ 8.000, a conta é completamente outra.
Antes de pedir orçamento a qualquer fornecedor, descubra dois números: quanto um cliente gasta com você em média, e quantas vezes ele volta. Sem isso, qualquer preço é chute, e você vai acabar decidindo pelo mais barato, que raramente é o mais barato no fim do ano.

O erro mais caro
Contratar gestão de tráfego antes de resolver o que acontece depois do clique.
Se o anúncio manda a pessoa para um perfil de Instagram sem oferta, se ninguém responde o WhatsApp em tempo razoável, ou se não existe rastreamento configurado, o dinheiro vai embora e ninguém consegue explicar por quê. Aí a conclusão vira “anúncio não funciona para o meu negócio”, quando o anúncio foi a única parte que funcionou.
Tráfego pago é adubo. Faz crescer o que já está plantado. Não corrige o que está errado.
Se você está avaliando contratar e quer entender o que faz sentido no seu caso antes de gastar, o diagnóstico gratuito serve exatamente para isso.
Você pode ver como eu trabalho na metodologia ou voltar para a home.